Economia

Após surto de 'diarreia explosiva' ligado ao Taco Bell, Chipotle enfrenta investigação por salmonela

Aug 5, 2026 IDOPRESS

Chipotle: rede americana de restaurantes enfrenta investigação por salmonela — Foto: Divulgação | Chipotle

A rede americana de restaurantes Chipotle Mexican Grill retirou os jalapeños de parte de seus estabelecimentos Estados Unidos após identificar que o ingrediente pode estar relacionado a um surto de salmonela investigado pelas autoridades de saúde. A decisão foi anunciada nesta terça-feira e ocorre em meio ao aumento da preocupação com a segurança alimentar no país,poucas semanas após o maior surto de ciclosporíase já registrado nos EUA,associado à alface americana servida em restaurantes da rede Taco Bell.

Ciclosporíase: por que doença causadora de ‘diarreia explosiva’ pode matar?Surto de 'diarreia explosiva' registra duas mortes em estado americano

Segundo a rede,os jalapeños pertenciam a um mesmo lote distribuído para restaurantes em diversos estados e foram substituídos por produtos de outros fornecedores "por excesso de cautela". A empresa afirmou que iniciou uma rastreabilidade interna dos ingredientes após ser informada sobre o possível surto e segue colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades sanitárias.

O Departamento de Saúde de Minnesota confirmou 110 casos de salmonela no estado. Das 84 pessoas entrevistadas,75 relataram ter comido em restaurantes do Chipotle entre 14 de junho e 14 de julho. No entanto,as autoridades ressaltam que o alimento contaminado também foi servido em outros restaurantes de culinária mexicana,indicando que o problema não é exclusivo da rede.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) conduz uma investigação para rastrear a origem da contaminação e informou que analisa diversos ingredientes,não apenas os jalapeños. Até o momento,a agência não confirmou qual alimento é o responsável pelo surto nem divulgou o fornecedor envolvido.

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As autoridades de Minnesota afirmaram que não há preocupação com uma exposição contínua nos restaurantes do Chipotle,devido às medidas preventivas adotadas pela empresa. Ainda assim,alertam que novos casos podem surgir,caso o ingrediente contaminado tenha sido distribuído para outros estabelecimentos.

Casos de ciclosporíase

O novo episódio ocorre enquanto os EUA enfrentam outro grande surto de origem alimentar,desta vez causado pelo parasita Cyclospora cayetanensis. A investigação da FDA identificou que a principal fonte da contaminação foi a alface americana fatiada servida em restaurantes do Taco Bell e fornecida por operações da Taylor Farms no centro do México.

Inicialmente concentrado em nove estados,o surto de ciclosporíase teve sua área de investigação ampliada nesta terça-feira para 15 estados,segundo informações publicadas pelo Washington Post. Mais de 6,7 mil pessoas adoeceram e duas mortes foram registradas em Michigan,as primeiras associadas ao surto.

Embora o Chipotle não tenha sido incluído na investigação sobre a ciclosporíase,a empresa reconheceu recentemente que o episódio afetou a confiança dos consumidores em redes de alimentação rápida e pode prejudicar suas vendas. Os impactos já começam a serem sentidos nas ações da Chipotle Mexican Grill,que despencaram quase 10% nesta terça-feira.

Os testes de coronavírus pelo mundo

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Criança reage durante o teste de ácido nucléico em Wuhan,a cidade chinesa mais atingida pelo surto da COVID-19,província de Hubei,China — Foto: ALY SONG / REUTERS

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Homem faz um teste de ácido nucléico em um local improvisado de teste em um parque após um surto da COVID-19,em Pequim,China — Foto: THOMAS PETER / REUTERS

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Mulher transfere saliva para um frasco para teste de saliva de doença coronavírus (COVID-19),em um laboratório molecular da Cruz Vermelha Filipina,na cidade de Mandaluyong,Metro Manila — Foto: ELOISA LOPEZ / REUTERS

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Funcionário coleta um cotonete antes de processar a amostra para testar Covid-19,no laboratório do Biogroup Laboratory,no oeste de Londres — Foto: JUSTIN TALLIS / AFP

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Trabalhador médico coleta amostra de swab de uma mulher para teste de coronavírus,em estrutura impreovisada em quadra de badminton,em Petaling Jaya,perto de Kuala Lumpur,capital da Malásia — Foto: MOHD RASFAN / AFP

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Residente passa por teste obrigatório de coronavírus,no distrito de Yau Tsim Mong de Kowloon,em Hong Kong,onde a China tenta controlar surto da Covid-19 na periferia densamente povoada — Foto: ANTHONY WALLACE / AFP

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Equipe médica coleta um cotonete de nariz de um trabalhador migrante de Mianmar,em uma clínica móvel de testes de coronavírus,em Pathum Thani,ao norte de Bangkok — Foto: LILLIAN SUWANRUMPHA / AFP

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Médico manuseia amostra de de testes rápidos de coronavírus no Aeroporto Ben-Gurion de Israel,em Lod,perto de Tel Aviv,Israel — Foto: JACK GUEZ / AFP

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Profissionais de saúde realizam de teste rápido de antígeno da COVID-19,em uma estação de testes para participantes de uma conferência realizada pelo Instituto de Estudos Políticos no Centro de Convenções Marina Bay Sands em Cingapura — Foto: EDGAR SU / REUTERS

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Um funcionário da Rennes 1 University cola um pôster para informar sobre uma campanha de teste da Covid-19 em um prédio da universidade em Rennes,oeste da França,em meio à crise ligada à pandemia Covid-19 causada pelo novo coronavírus — Foto: DAMIEN MEYER / AFP

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Um trabalhador médico segura uma amostra de esfregaço de um teste de COVID-19 em um laboratório no centro de testes central de Milão (CDI),onde milhares de esfregaços são testados a cada dia,em Milão,Itália — Foto: JENNIFER LORENZINI / REUTERS

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Trabalhador médico escreve em um contêiner em um laboratório dentro do centro de testes central de Milão (CDI),onde milhares de cotonetes da COVID-19 são testados a cada dia,Itália — Foto: JENNIFER LORENZINI / REUTERS

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China passa a realizar exames anais para detectar Covid-19. Estratégia é essencial para evitar circulação do vírus

A companhia destacou que não utiliza alface americana fatiada em seu cardápio e que sua alface-romana e a mistura de folhas "Supergreens" não são importadas do México.

O novo foco de salmonela também reacende lembranças da série de surtos de doenças transmitidas por alimentos que atingiram o Chipotle entre 2015 e 2018,incluindo infecções por E. coli,salmonela e norovírus,que provocaram forte queda nas vendas e levaram a empresa a reformular seus protocolos de segurança alimentar.

A salmonela pode causar diarreia,febre,cólicas abdominais,vômitos e desidratação. Embora a maioria dos pacientes se recupere em cerca de uma semana,a infecção pode ser mais grave em crianças pequenas,idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.