
Ricardo Nunes (MDB),prefeito de São Paulo — Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo
GERADO EM: 06/05/2026 - 20:12
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O prefeito de São Paulo,já começou a mapear possíveis nomes para a sucessão na prefeitura em 2028. Embora a eleição municipal esteja no horizonte,o foco do grupo político é mais amplo e mira a disputa pelo governo estadual em 2030,cenário em que o próprio Nunes é apontado como principal aposta – e,por isso,seria importante conseguir eleger um sucessor.
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Sem poder disputar a reeleição,o prefeito tem buscado alternativas dentro da própria gestão para manter sua base política. Entre os nomes mais cotados,segundo apuração do GLOBO e da CBN,está o secretário de Subprefeituras,Fabrício Cobra (sem partido).
Segundo fontes da administração municipal,Cobra é “bastante técnico” e vem demonstrando “capacidade de gestão” na pasta,responsável por gerenciar as demandas e metas de todas as 32 subprefeituras da cidade. No mandato anterior,ele foi secretário da Casa Civil,o que também o cacifaria,segundo fontes,como um nome com boa articulação política. Ex-tucano e um dos nomes mais próximos de Nunes,Cobra pode se filiar ao MDB.
Outro nome em análise é o vereador Sidney Cruz (MDB),que deixou recentemente a Secretaria de Habitação para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Aliados veem semelhanças entre a trajetória dele e a do prefeito,ambos com origem na periferia da Zona Sul e projeção política a partir da Câmara Municipal. Procurado,Cruz disse ao GLOBO que “fica feliz” com a citação ao seu nome,mas que está “muito cedo para antecipar o tema da sucessão”,e que está “focado em seu mandato como vereador e sua pré-candidatura a deputado federal”.
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No núcleo mais próximo de Nunes também aparece o secretário de Governo,Edson Aparecido (MDB),considerado um dos principais articuladores da gestão. Com experiência em administrações anteriores,incluindo governos de Geraldo Alckmin (PSB),ele é visto por aliados como um nome com capacidade de diálogo e também pesa a seu favor a experiência nas urnas – já foi deputado federal e estadual,apesar de ter sido derrotado na disputa ao Senado em 2022.
Sob reserva,um dos nomes mais próximos de Ricardo Nunes confirmou à CBN que a campanha de 2028 “começou agora”,e aponta que a prioridade,neste momento,é fortalecer o governador,"para o índice de aprovação do prefeito recair sobre o Tarcísio na capital",além de "fazer deputados para termos força política" e,a partir disso,traçar "a rota para a sucessão do prefeito”.
Dentro do partido,ainda não há definição oficial de um nome. Uma alternativa que ganha espaço é a do ex-prefeito de São Bernardo do Campo,Orlando Morando,que se filiou ao MDB neste ano e vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele deixou a secretaria de Segurança Urbana da capital dentro do prazo de desincompatibilização e tem usado iniciativas como o programa Smart Sampa como vitrine política.
Já o vice-prefeito,coronel Ricardo Mello Araújo (PL),não é considerado uma opção para a sucessão. Aliados citam dificuldades de articulação política e lembram críticas públicas feitas por ele tanto a Nunes quanto ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Fortalecido após a reeleição em 2024,Nunes ampliou sua influência dentro do MDB e consolidou a aliança com Tarcísio. O cenário ganhou ainda mais peso com a filiação do vice-governador,Felício Ramuth,ao partido,movimento que reforça o grupo político de olho não apenas em 2028,mas principalmente na sucessão estadual em 2030. Um secretário,que prefere não se identificar,avalia que “Nunes precisa fazer o sucessor para se tornar governador em 2030".
Fora do MDB,também aparecem nomes em articulação. Um deles é o secretário do Trabalho,Rodrigo Goulart,filiado ao PSD de Gilberto Kassab — fator visto como entrave para o plano de manter a sucessão sob controle do MDB. Outro nome citado é o empresário Filipe Sabará,aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL),que também se movimenta de olho na disputa pela prefeitura.