
Aviões da Easyjet — Foto: Divulgação
GERADO EM: 25/05/2026 - 05:51
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Um voo da companhia aérea EasyJet que fazia a rota entre Hurghada,no Egito,e o aeroporto de Londres Luton,no Reino Unido,foi desviado para Roma após a identificação de um power bank carregando dentro da bagagem de um passageiro.
O voo envolvido era o EZY2618. Segundo a companhia aérea,a decisão de alterar a rota foi tomada pelo comandante da aeronave como medida de "precaução" e ocorreu "em conformidade com os regulamentos de segurança".
De acordo com a EasyJet,o desvio ocorreu após um passageiro informar à tripulação,ainda durante o voo,que o carregador portátil estava no compartimento de carga da aeronave.
Dados do FlightRadar24 indicam que o avião voava a mais de 10 mil metros de altitude e que a mudança de rota ocorreu quase três horas após o início da viagem. No momento do desvio,a aeronave estava sobre o Mar Adriático. Segundo o monitoramento,o avião fez uma curva brusca à esquerda e pousou cerca de 20 minutos depois no aeroporto de Roma Fiumicino,na noite de terça-feira. A viagem foi remarcada para quarta-feira.
Apesar da alteração da rota,não houve problema com o power bank nem registro de incêndio. Ainda assim,as normas de segurança determinam que esses aparelhos não podem permanecer carregando no compartimento de carga durante o voo.
Em comunicado,um porta-voz da EasyJet detalhou os procedimentos adotados após o pouso em Roma.
"A aeronave pousou em segurança e os passageiros desembarcaram normalmente. Fornecemos hospedagem em hotel e refeições quando disponíveis. Como alguns clientes permaneceram no aeroporto,eles receberam alimentos e bebidas",explicou
A companhia reiterou que os protocolos de segurança têm prioridade absoluta em suas operações.
"A segurança dos passageiros e da tripulação é a maior prioridade da EasyJet,e a companhia opera sua frota em estrita conformidade com todas as diretrizes dos fabricantes".
A empresa também pediu desculpas pelos transtornos causados pela alteração da rota.
"Gostaríamos de pedir desculpas a todos os passageiros por qualquer inconveniente causado pelo desvio e pelo atraso subsequente".
O episódio ocorre em meio ao endurecimento das regras para transporte de power banks por companhias aéreas,devido ao risco de incêndio associado às baterias de íons de lítio.
Essas baterias,utilizadas pela maioria dos carregadores portáteis,podem superaquecer ou pegar fogo. Esse tipo de ocorrência é considerado mais fácil de controlar na cabine da aeronave do que no compartimento de carga,segundo a BBC.
As regras da EasyJet permitem power banks apenas na bagagem de cabine. O uso desses aparelhos é descrito como "proibido" e,segundo a companhia,eles "não devem ser utilizados para carregar outros dispositivos".
A empresa autoriza o transporte de até dois power banks por passageiro,desde que as baterias não ultrapassem 160 watt-hora (Wh) e estejam protegidas individualmente,em embalagem original ou saco plástico. Anúncios alertando passageiros sobre restrições ao uso desses dispositivos são comuns durante os voos.
Outras companhias também mantêm regras rígidas. A Ryanair informa que power banks não podem ser transportados na bagagem despachada,não devem ser colocados nos compartimentos superiores e não podem ser usados para carregar ou alimentar dispositivos eletrônicos durante o taxiamento,a decolagem ou o pouso.
Já a British Airways estabelece limite de 100Wh e determina que os aparelhos sejam armazenados no bolso do assento ou em bolsa sob o assento da frente. A companhia também proíbe o uso das tomadas da aeronave para carregar os próprios power banks.
Casos recentes ajudam a explicar o endurecimento das regras. Segundo a BBC,um homem sofreu queimaduras na perna e nos dedos após um power bank de lítio entrar em combustão em seu bolso no aeroporto internacional de Melbourne,em novembro de 2025. Outro episódio ocorreu em janeiro de 2025,quando autoridades apontaram um power bank portátil como causa provável de um incêndio que destruiu um avião de passageiros na Coreia do Sul e deixou três pessoas com ferimentos leves.