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TSE analisa decisão de Nunes Marques que alegou 'indução de entrevistados' e suspendeu pesquisa após pedido de Flávio Bolsonaro

Jun 9, 2026 IDOPRESS

O ministro Kássio Nunes Marques,presidente do Tribunal Superior Eleitoral — Foto: Luiz Roberto/TSE

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GERADO EM: 08/06/2026 - 20:08

TSE avalia suspensão de pesquisa após queixa de Flávio Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa a decisão de Kássio Nunes Marques,que suspendeu a pesquisa AtlasIntel alegando indução dos entrevistados,após queixa de Flávio Bolsonaro. A decisão,possivelmente mantida,é vista como indicativa do posicionamento do TSE nas eleições. Atlas defende a integridade da pesquisa,enquanto outras sondagens também indicam desgaste de Flávio.

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O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta terça-feira a decisão do presidente da Corte,Kássio Nunes Marques,que retirou de circulação a pesquisa AtlasIntel que apontou desgaste do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação das cobranças feitas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiamento do filme Dark Horse. A tendência é que a medida seja mantida,segundo interlocutores do TSE ouvidos pelo GLOBO.

A atual composição do tribunal deve fazer com o que o placar seja favorável à manutenção da decisão de Nunes Marques. Hoje,além do atual presidente e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),também integram a Corte os ministros André Mendonça,Dias Toffoli,Antônio Carlos Ferreira,Ricardo Villas Bôas Cuêva,Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

Nos bastidores,a análise do plenário da medida liminar dada por Nunes Marques nesta segunda-feira é vista como uma possível amostra de como será a atuação do TSE durante o período eleitoral. Interlocutores do STF e do TSE avaliam que o julgamento deverá ser acompanhado com atenção por integrantes de todas as futuras campanhas.

Na decisão desta segunda-feira,ele acolheu os argumentos da defesa do partido de Flávio Bolsonaro e identificou "possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado".

Um dos pontos reclamados pelo PL foi a inclusão do áudio em que Flávio trata dos repasses ao filme do pai. O presidente do TSE chegou a destacar que outras 27 pesquisas da Atlas registradas na Corte não utilizaram peça semelhante. Na ocasião,o CEO da Atlas,Andrei Roman,afirmou que a exibição ocorreu após a submissão do questionário principal,não influenciando a resposta sobre intenção de voto dos pesquisados.

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Ao examinar o formulário usado pela Atlas,contudo,o presidente do TSE apontou que há uma sequência de perguntas que,à primeira vista,aparenta "extrapolar a simples aferição neutra da opinião pública para introduzir estímulos possivelmente aptos a influenciar as respostas relativas à intenção de voto,à rejeição e à avaliação de imagem do pré-candidato".

O movimento de desgaste eleitoral de Flávio foi identificado também por outras pesquisas,como Quaest e Datafolha.

"A permanência de circulação de levantamento cuja higidez metodológica se encontra sob questionamento pode potencializar efeitos de difícil reversão no contexto do processo eleitoral,especialmente diante da elevada capacidade de difusão e replicação do conteúdo em meios digitais e veículos de comunicação",escreveu o ministro ao acolher parcialmente o pedido do PL.

Em nota,a Atlas afirmou que a pesquisa foi realizada sem que o áudio de Flávio fosse reproduzido aos entrevistados antes da aplicação do questionário. A empresa afirmou que "não houve qualquer tipo de indução aos entrevistados" e que pesquisas posteriormente feitas por outros institutos identificaram o mesmo padrão de impacto sobre as intenções de voto do candidato do PL.