
Britânica desenvolveu neurocisticercose anos após retornar da Índia e passou por tratamentos complexos — Foto: Reprodução/Redes Sociais
GERADO EM: 01/07/2026 - 11:31
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Uma viagem à Índia marcou o início de uma década de sofrimento para a britânica Lowri Denman,de 42 anos. Anos após eliminar uma tênia de cerca de um metro de comprimento,ela descobriu que 38 larvas do parasita haviam se alojado em seu cérebro,provocando convulsões,epilepsia e um quadro de psicose que a levou à internação.
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Em relato ao jornal britânico The Sun,nesta quarta-feira (01),Lowri contou que viajou à Índia em 2007 e,ao retornar ao Reino Unido,não apresentou qualquer sintoma. Quatro anos depois,eliminou espontaneamente uma tênia ao usar o banheiro e,após avaliação médica,foi informada de que não havia motivo para preocupação. A situação mudou em 2011,quando passou a sofrer fortes dores de cabeça e teve a primeira convulsão. Após uma tomografia,recebeu o diagnóstico de neurocisticercose,infecção causada pelas larvas da tênia no sistema nervoso central.
Os exames revelaram a presença de 38 parasitas em seu cérebro. Inicialmente tratada para epilepsia,ela passou por diferentes terapias com medicamentos antiparasitários,corticoides e anticonvulsivantes,enquanto médicos consultavam especialistas em doenças tropicais para definir a melhor estratégia de tratamento.
— Era simplesmente repugnante pensar que essas coisas estavam na minha cabeça — relatou ao The Sun.
Apesar dos tratamentos,Lowri continuou sofrendo convulsões e desenvolveu ansiedade,paranoia e,posteriormente,psicose. Ela perdeu a carteira de habilitação,precisou abandonar o trabalho e voltou a morar com os pais para receber cuidados. Em 2016,ficou internada durante três meses em uma ala neuropsiquiátrica.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),a neurocisticercose ocorre quando ovos da tênia são ingeridos por meio de água,alimentos ou superfícies contaminadas. As larvas podem migrar pela corrente sanguínea e formar cistos no cérebro,dores de cabeça persistentes e outros sintomas neurológicos. A Cleveland Clinic destaca que a doença também pode causar alterações cognitivas,dificuldade de fala,fraqueza muscular e problemas de memória e concentração.
Hoje,Lowri afirma estar saudável e sem convulsões há cerca de dez anos graças ao tratamento contínuo. Ela agora arrecada recursos para produzir uma série de podcasts sobre sua experiência e conscientizar o público sobre doenças neurológicas.
— Passei toda a minha década dos trinta doente,ansiosa e preocupada. Agora quero transformar essa experiência em algo positivo e ajudar outras pessoas — afirmou.