
Novo Ministro da Previdência Social,Wolney Queiroz. — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
GERADO EM: 08/07/2026 - 20:19
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O ministro da Previdência,vai propor na próxima reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS),marcada para 28 de julho,corte do teto dos juros do consignado dos aposentados do INSS. A taxa está limitada a 1,desde março de 2025.
Segundo auxiliares do ministro,um dos argumentos para a redução do teto dos juros do consignado é a trajetória de queda na Selic (taxa de juros básica da economia),iniciada pelo Banco Central em março deste ano. De lá pra cá,foram definidos três cortes de 0,25 ponto percentual,para 14,25% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC que decide sobre a Selic ocorrerá em agosto.
Até a próxima semana,a área técnica do Ministério da Previdência deverá fechar a proposta,com o percentual de queda no teto dos juros a ser defendido pelo ministro no colegiado.
O CNPS é composto por integrantes dos Ministérios da Fazenda,Casa Civil,do Planejamento,além da Previdência e representantes dos empresários,bancos e aposentados.
O ministro defende também uma fórmula definitiva para calibrar o teto dos juros do consignado,a fim de evitar a discussão mensal no colegiado em torno do assunto. O desafio,contudo,é encontrar uma solução de equilíbrio entre interesses dos bancos e dos segurados do INSS,que considere a Selic e o custo de captação dos bancos.
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De forma reservada,o ministro tem dito que os custos alegados pelos bancos não podem ter preponderância sobre a Selic,o que dificulta um consenso no CNPS.
Em março de 2023,o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi reduziu os juros do consignado de forma unilateral,de 2,14% ao mês para 1,70% ao mês com o argumento de queda na Selic. Ele enfrentou forte resistência do setor financeiro e no próprio governo,porque os bancos diminuíram a oferta dessa modalidade de crédito,considerada importante para os aposentados do INSS. Lupi,então,recuou e a taxa ficou em 1,97% ao mês.