Oceano

Cientistas encontram estrela que devorou um planeta e prepara o 'prato principal'; entenda

Jul 18, 2026 IDOPRESS

Sistema solar,com planetas e o Sol — Foto: Freepik

RESUMO

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GERADO EM: 16/07/2026 - 09:49

Estrela TOI-5882 pode ter engolido planeta,revelam cientistas

Cientistas identificaram a estrela TOI-5882 que pode ter engolido um planeta,evidenciado por altos níveis de lítio,elemento mais presente em planetas do que em estrelas. A anã marrom TOI-5882-b,com 22 vezes a massa de Júpiter,também corre o risco de ser engolida pela estrela antes do previsto,possivelmente em 25 a 30 milhões de anos. Estudos revelam que esse fenômeno conecta áreas distintas da astronomia.

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Para muitos planetas,esse é o destino cósmico inevitável: um dia serem engolidos por suas próprias estrelas e,em seguida,lentamente derretidos até se transformarem em seus elementos constituintes. Esse processo,conhecido como engolfamento planetário,também está destinado a acontecer em nosso Sistema Solar. Quando o Sol se expandir e entrar na fase de gigante vermelha,daqui a vários bilhões de anos,ele envolverá Mercúrio,Vênus e,talvez,até a Terra.

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Por enquanto,os astrônomos conseguem observar exemplos desse fenômeno em outros sistemas estelares porque ele deixa para trás pistas químicas que ficam registradas na luz da estrela,como se fossem migalhas cósmicas.

Foi exatamente isso que eles observaram na estrela batizada de TOI-5882: ela está brilhando com os restos parcialmente digeridos do que provavelmente já foi um planeta. E esse planeta pode ter sido lançado rumo ao seu destino por seu vizinho,um gigantesco objeto celeste conhecido como anã marrom,que orbita muito próximo da mesma estrela,segundo um estudo publicado no The Astrophysical Journal.

Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos

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Imagens inéditas da face oculta da lua são registradas — Foto: NASA / AFP

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Terra se pôs atrás da Lua — Foto: Divulgação / Nasa

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Artemis II: astronautas registram 'pôr da Terra' em imagem inédita ao redor da Lua — Foto: Nasa

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Astronautas observaram um eclipse solar ao emergirem do outro lado da Lua. — Foto: Divulgação / Nasa

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Imagem do solo lunar divulgada pela Nasa dia 6 de abril de 2026 — Foto: NASA / AFP

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Cratera Vavilov vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP

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Terra se pondo sobre a borda da Lua,vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP

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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP

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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP

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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP

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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA/AFP

Nasa divulga imagens inéditas da face oculta da Lua

Com 22 vezes a massa de Júpiter,a anã marrom pode facilmente desestabilizar as órbitas de planetas vizinhos. Mas ela também terá o mesmo destino: inevitavelmente será engolida pela estrela,talvez muito antes do que se imaginava,segundo outro estudo publicado na semana passada no The Astrophysical Journal Letters.

— Eventos de engolfamento podem revelar informações tanto sobre a estrela quanto sobre o exoplaneta,e isso é o mais fascinante — afirmou Claudia Aguilera-Gómez,pesquisadora do Instituto de Astrofísica da Pontifícia Universidade Católica do Chile e autora do primeiro estudo. — Eles conectam duas áreas da astronomia que normalmente são estudadas separadamente.

A TOI-5882,que possui cerca de 30% mais massa que o Sol,chamou a atenção dos astrônomos no ano passado,em parte por causa da anã marrom que a orbita. O enorme objeto,chamado TOI-5882-b,está extremamente próximo da estrela,completando uma volta a cada semana,em uma distância que garante que ele será engolido no futuro.

Mas,quando os pesquisadores analisaram o sistema com mais atenção,descobriram que a luz emitida pela estrela apresentava uma quantidade incomumente alta de lítio,um elemento muito mais abundante em planetas do que em estrelas. Teria um planeta já sucumbido?

Os cientistas já identificaram sinais de lítio e de outros elementos típicos de planetas em muitas estrelas,indicando que elas podem ter devorado mundos no passado. Embora seja difícil provar de forma definitiva que essas assinaturas químicas tenham origem em planetas,a TOI-5882 se encontra em um momento específico de sua evolução que torna outras explicações pouco prováveis,segundo Melinda Soares-Furtado,professora assistente de astronomia e física da Universidade de Wisconsin-Madison e autora dos dois estudos.

Ela explicou que estrelas muito jovens e estrelas muito velhas podem apresentar naturalmente níveis elevados de lítio. Como a TOI-5882 não é nem recém-formada nem extremamente antiga,essa hipótese perde força.

Assim,a explicação mais provável é que a TOI-5882 realmente tenha engolido um de seus planetas. Restava,porém,outro mistério. A estrela ainda não entrou na fase de gigante vermelha,portanto não está se expandindo,o que torna improvável que tenha absorvido um planeta dessa forma.

A presença da anã marrom oferece uma explicação alternativa,segundo Brooke Kotten,estudante de pós-graduação em astronomia da Universidade de Michigan e autora principal do primeiro estudo. Devido à sua enorme massa,a influência gravitacional da TOI-5882-b pode ter lançado um planeta para fora de sua órbita,colocando-o em rota de colisão com a estrela e condenando-o a uma morte infernal.

Essa agente do caos,a TOI-5882-b,combinada com a assinatura química de lítio,sugere que o planeta perdido — que poderia ser uma super-Terra rochosa ou um mundo com massa semelhante à de Netuno — foi arremessado contra sua estrela em algum momento nos últimos dois bilhões de anos.

Sua absorção pela estrela teria sido rápida,provavelmente levando apenas alguns dias ou semanas,embora os vestígios químicos de sua destruição possam permanecer detectáveis por bilhões de anos.

— Eventos de engolfamento acontecem muito rapidamente,por isso não conseguimos observá-los em tempo real — afirmou Kotten,que iniciou essa pesquisa ainda durante a graduação na Universidade de Wisconsin-Madison.

Se o planeta perdido foi a entrada,a anã marrom TOI-5882-b será o prato principal.

Embora previsões anteriores indicassem que ela seria engolida em cerca de 110 milhões de anos,a estrela pode acabar recebendo essa refeição muito antes,segundo o segundo estudo.

Pesquisadores liderados por Ritvik Narayan,estudante de pós-graduação em astrofísica do MIT,desenvolveram modelos para analisar a dinâmica das marés gravitacionais entre planetas e o interior das estrelas. Essa técnica revelou que a anã marrom provavelmente mergulhará em direção à estrela entre duas e seis vezes mais rápido do que as estimativas anteriores indicavam.

— Talvez,dentro de 25 a 30 milhões de anos,ela já esteja em uma posição em que possa começar a ser engolida — disse Narayan.

Os pesquisadores pretendem continuar procurando novos sinais desse "banquete planetário" na TOI-5882.

— Para mim,é como ser uma detetive — afirmou Kotten. — Continuamos reunindo pistas.