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Atenção, passageiros: Ryanair mudará tempos de check-in e bagagem

Apr 24, 2026 IDOPRESS

A Ryanair anunciou,na quarta-feira,que vai fazer mudanças nos tempos de check-in e de entrega de bagagem. Na prática,a companhia aérea passará a encerrar estes serviços 60 minutos antes da hora do voo,ao invés dos atuais 40 minutos.

 

Em comunicado,a companhia aérea explica que a mudança aplica-se a partir de 10 de novembro de 2026. 

"A partir de terça-feira,10 de novembro,os serviços de check-in e despacho de bagagem em todos os seus aeroportos serão encerrados 60 minutos antes da partida programada (em vez dos atuais 40 minutos) para dar mais tempo aos passageiros para passarem pela segurança do aeroporto e pelas filas de passaportes",pode ler-se na nota divulgada. 

Esta medida,explica a companhia,permitirá reduzir o número de passageiros que atualmente perdem os seus voos por "ficarem presos nessas filas".

A medida é anunciada num momento em que a Ryanair "está a instalar mais quiosques de atendimento automático para o despacho de bagagem em toda a sua rede",estimando que mais de 95% dos aeroportos vão ter esses quiosques até outubro.

Ryanair alerta para possível interrupção no combustível já em maio

O presidente executivo (CEO) da Ryanair,Michael O'Leary,alertou para a possibilidade de uma interrupção no abastecimento de combustível no início de maio,caso a guerra no Irão se prolongue,o que encareceria o preço dos bilhetes de avião.

Perante a possibilidade de o conflito no Médio Oriente se prolongar até maio,o responsável afirmou estar "confiante de que a guerra terminará antes disso e que os riscos para o abastecimento desaparecerão",disse à emissora britânica Sky News.

Michael O'Leary salientou que a Ryanair está "razoavelmente bem protegida",uma vez que tem cerca de 80% do seu combustível adquirido antecipadamente até março de 2027 a um preço de 67 dólares por barril.

Na sua opinião,se o conflito terminar e o estreito de Ormuz for reaberto "em meados de abril,então não haverá risco" para o abastecimento de combustível para a aviação. No entanto,se a guerra continuar "e a interrupção do abastecimento persistir",as companhias aéreas acreditam que é possível que cerca de 10,20 ou 25% dos seus abastecimentos sejam afetados durante maio e junho,indicou o responsável da Ryanair.

O CEO recordou que alguns concorrentes no setor 'low-cost',como a Wizz e a easyJet,já cancelaram voos e preveem reduzir a capacidade em aproximadamente 5% durante maio e junho.

A este respeito,O'Leary sublinhou que a Ryanair não cancelou voos,insistiu que o seu abastecimento de combustível está garantido e antecipou que pretende continuar a crescer durante esta crise.

Apesar de tudo,alertou que o risco de preços de bilhetes "significativamente mais elevados" se mantém para os meses de maio,abril e junho.

O presidente executivo (CEO) da Ryanair,alertou hoje para a possibilidade de uma interrupção no abastecimento de combustível no início de maio,o que encareceria o preço dos bilhetes de avião.

Lusa | 13:25 - 01/04/2026