
Messi,Neymar e Cristiano Ronaldo simbolizam geração que pode disputar última Copa do Mundo em 2026 — Foto: Reprodução
GERADO EM: 20/05/2026 - 08:16
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Quando Lionel Messi entrar em campo pela Argentina e Cristiano Ronaldo fizer o mesmo por Portugal na Copa do Mundo de 2026,o futebol viverá um encontro que dificilmente voltará a se repetir em Mundiais. Aos 39 e 41 anos,os dois principais protagonistas do esporte neste século chegam ao torneio tratados como personagens da “última dança” de uma rivalidade que atravessou quase duas décadas e redefiniu os padrões de longevidade,números e protagonismo no futebol internacional.
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Cristiano já deixou claro que não pretende seguir por muito mais tempo. Em entrevista no fim do ano passado,o atacante afirmou que a Copa de 2026 será “definitivamente” a última de sua carreira. Convocado nesta semana por Roberto Martínez,ele disputará seu sexto Mundial,marca inédita entre jogadores de linha.
Messi mantém cautela maior ao falar sobre aposentadoria,mas também dá sinais de encerramento de ciclo. Campeão mundial em 2022,o argentino chegou a afirmar,em 2023,que o Catar havia sido “em princípio” sua última Copa. Depois,passou a tratar 2026 como uma possibilidade condicionada ao desempenho físico. Nos últimos meses,porém,voltou a integrar normalmente o planejamento da seleção argentina para o torneio.
O Brasil também deve viver o encerramento de um ciclo. Aos 34 anos,Neymar trata a Copa de 2026 como última oportunidade de conquistar o principal título da carreira. Maior artilheiro da história da seleção brasileira,o atacante chega ao torneio depois de anos marcados por lesões e eliminações traumáticas em Mundiais.
A despedida simultânea dos dois transforma o Mundial sediado por Estados Unidos,Canadá e México em um marco geracional. Desde o fim dos anos 2000,Messi e Cristiano monopolizaram premiações individuais,quebraram recordes históricos e sustentaram uma rivalidade que moldou a era contemporânea do futebol — especialmente durante o período em que defenderam Barcelona e Real Madrid na Espanha.
Mas a Copa de 2026 também deve marcar a despedida de outros nomes históricos do futebol europeu e sul-americano. Na Croácia,Luka Modrić chegará ao torneio aos 40 anos depois de liderar a melhor geração da história do país,vice-campeã mundial em 2018 e terceira colocada em 2022.
Na Alemanha,Manuel Neuer caminha para encerrar sua trajetória internacional aos 40 anos. Campeão mundial em 2014,o goleiro ajudou a transformar a posição ao longo da última década pela forma como passou a atuar fora da área e participar da construção ofensiva das equipes.
Outros veteranos ainda aparecem como possíveis despedidas relevantes da competição. Kevin De Bruyne deve liderar pela última vez a chamada “geração de ouro” da Bélgica.
Ao mesmo tempo,o torneio marca a consolidação definitiva da geração seguinte. Kylian Mbappé,Jude Bellingham,Erling Haaland e Lamine Yamal chegam ao Mundial já como protagonistas de um futebol que começa a se desvincular da era Messi-Cristiano.
Desde a Copa de 2006,na Alemanha,Messi e Cristiano Ronaldo estiveram juntos em todos os Mundiais. Em 2026,pela primeira vez,o futebol entrará em uma Copa já tratando a rivalidade entre os dois como um ciclo perto do fim.