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Delação de Vorcaro entra em semana decisiva e deve ter respostas de PGR e PF

Jun 8, 2026 IDOPRESS

O banqueiro Daniel Vorcaro,do Banco Master — Foto: Ana Paula Paiva/Valor

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GERADO EM: 07/06/2026 - 18:49

Delação de Daniel Vorcaro: PF e PGR Avaliam Nova Proposta Crucial

A delação do banqueiro Daniel Vorcaro está em um momento crucial,com a PF e a PGR analisando a nova proposta de colaboração premiada. Após ajustes,o material ainda precisa de complementações. Reuniões entre a defesa e Vorcaro,autorizadas pelo STF,são diárias até sexta-feira,pressionando por uma definição. A análise das autoridades será decisiva para o avanço das negociações,buscando consistência e novidade nas informações.

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A negociação para um acordo de colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro entra nesta semana em uma fase considerada decisiva por investigadores e integrantes da defesa. A expectativa é que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) avancem na análise da proposta apresentada pelo empresário e indiquem os próximos passos das tratativas,que seguem em andamento.

A PGR ainda está analisando o conteúdo entregue pela defesa e não concluiu sua avaliação sobre os anexos apresentados até o momento,cenário semelhante ao da PF. A expectativa entre os envolvidos é que haja nos próximos dias uma reunião entre representantes da PF,da PGR e os advogados de Vorcaro para discutir ajustes,complementações e o futuro das negociações.

A nova proposta de colaboração foi apresentada na semana passada,após uma primeira versão ter sido rejeitada pelas autoridades. Desde então,o material vem sendo revisado e ampliado. Segundo pessoas a par das tratativas,PF e PGR solicitaram esclarecimentos e complementações em diferentes pontos da narrativa apresentada pelo empresário.

A segunda proposta foi entregue na segunda-feira passada e,desde então,já passou por mais de uma rodada de ajustes. A expectativa é que novos acréscimos sejam feitos nos próximos dias,à medida que as autoridades avançam na análise do material. 

Conforme mostrou a coluna de Lauro Jardim,as negociações ocorrem em meio a um regime excepcional de acesso dos advogados ao banqueiro,autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça,relator das investigações da Operação Compliance Zero. Desde o dia 25 do mês passado,a defesa tem realizado reuniões diárias com Vorcaro,das 9h às 17h,para discutir os termos da colaboração e revisar as informações que vêm sendo apresentadas às autoridades.

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Ainda segundo a informação revelada pela coluna de Lauro Jardim,esse regime especial termina na próxima sexta-feira. A partir da semana seguinte,voltará a valer a regra padrão de visitas,limitada a 30 minutos por dia. A avaliação de interlocutores envolvidos nas negociações é que esse prazo aumenta a pressão para que haja uma definição sobre os rumos da colaboração nos próximos dias.

Integrantes da investigação afirmam que a análise do material apresentado nesta etapa será determinante para definir se as negociações avançam para uma fase mais concreta ou se novas exigências serão feitas ao ex-banqueiro. A avaliação das autoridades envolve não apenas a consistência dos relatos apresentados,mas também a existência de informações inéditas,documentos de suporte e elementos que possam ser corroborados pela investigação.

A análise conjunta da proposta ocorre após PF e PGR retomarem uma estratégia coordenada para as negociações de acordos de colaboração relacionados à operação. Em outras frentes da investigação,as duas instituições passaram a atuar de forma integrada na avaliação dos materiais apresentados por investigados interessados em firmar acordos,buscando evitar divergências sobre os termos das negociações. 

Como mostrou o GLOBO,interlocutores envolvidos nas negociações afirmaram em uma análise inicial que os relatos estão mais detalhados e robustos do que os apresentados na primeira versão,que foi rejeitada em maio.

O conteúdo do primeiro documento está em sigilo de Justiça,mas O GLOBO apurou que Vorcaro procurou justificar os pagamentos e o relacionamento próximo com políticos e não admitir crimes,como era esperado de um acordo de colaboração no qual o alvo entrega novos elementos de prova em troca de benefícios penais.

Além disso,ele também omitiu fatos já conhecidos pela PF,como uma suposta mesada paga ao senador Ciro Nogueira (PP-PI),que nega irregularidades,e as conversas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL).