
Anfitriões empurraram 4x1 nos paraguaios em estreia para nenhum amante do soccer botar defeito — Foto: AFP
GERADO EM: 13/06/2026 - 01:08
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Existe uma justa desconfiança em relação à capacidade do público americano de engajar-se nesta Copa do Mundo superlativa em seu próprio território. E,embora seja evidentemente cedo para cravar se o torneio pegou ou não — e até um pouco injusto compará-lo a seu braço mexicano —,convém acreditar que a goleada aplicada pelos Estados Unidos sobre o Paraguai ontem servirá de incentivo para os anfitriões. Em Los Angeles,a seleção comandada pelo técnico Mauricio Pochettino construiu a primeira grande atuação deste Mundial e impôs um 4 a 1 contundente sobre a albirroja.
Uma grande exibição naturalmente joga luz sobre destaques individuais. E o meia-atacante Pulisic,que dançava com fluidez sobre o lado direito da defesa paraguaia,foi o primeiro deles. De seus pés saiu o lindo drible que encontraria McKennie e,graças a uma trapalhada na área,terminaria em gol contra de Bobadilla,meio-campista do São Paulo,ainda aos 6 minutos.
A pressão americana continuava tão intensa que,quando o árbitro anulou o segundo gol por impedimento,sequer houve tempo para frustração. Logo na sequência,Balogun — o mesmo que havia sido punido anteriormente — ampliou. E o filho de imigrantes nigerianos,nascido em Nova York,faria mais um antes mesmo do intervalo.
Se,no conjunto da obra,os americanos ainda parecem um pouco frios,alternando longos momentos de silêncio e gritos repetitivos de “U.S.A.”,o jogo de ontem permitiu lampejos de franca empolgação. Já os paraguaios,que estavam visualmente camuflados por conta das cores que compartilham com os EUA nos uniformes,passaram a ser facilmente identificados por,atônitos com o placar,calarem-se,permanecendo sentados por quase todo o tempo.
Ainda houve uma tentativa da seleção liderada por Gustavo Alfaro de visitar o campo de ataque com mais frequência na segunda etapa. Mas bola na rede mesmo só aconteceu uma vez,quando o agora naturalizado Maurício,do Palmeiras,finalizou de primeira. Era pouco,era tarde. O que ficou mesmo foi o espanto com a fragilidade defensiva dos paraguaios,que nas Eliminatórias para o Mundial haviam se destacado justamente nesse quesito.
Numa segunda etapa menos movimentada em campo,chamou a atenção uma decisão do árbitro Danny Makkelie após consulta ao VAR. Amparado pelo recurso de “confusão de identidade”,ele retirou o cartão amarelo aplicado ao zagueiro americano Ream por falta e o transferiu ao paraguaio Almirón por simulação.
Quando o cronômetro indicava o último dos sete minutos de acréscimos,o meia Reyna — filho de Claudio Reyna,volante com mais de 200 jogos pela seleção dos EUA — marcou mais um golaço e fechou a conta em 4 a 1. O timing foi ótimo,já que os torcedores puderam celebrar uma última vez — e ir embora para casa com a convicção de que a Copa do Mundo pode ser,sim,a praia deles.
Na entrevista coletiva após a partida,Pochettino fez questão de valorizar o apoio dos americanos,equiparando-o ao desempenho da própria equipe em campo. E fez uma projeção entusiasmada:
— Nós podemos fazer coisas incríveis se os torcedores estiverem conosco.

Anitta na Copa do Mundo — Foto: Reprodução
Donos da casa,os americanos ganharam a oportunidade de estrear na mais imponente delas: o SoFi Stadium,inaugurado em 2020 e que,após um investimento de 5 bilhões de dólares,tornou-se o estádio mais moderno do mundo. Do lado de fora da superarena,o mais quente mesmo era a temperatura já com cara de verão na tarde californiana. Um ou outro grupo de torcedores até fazia uma graça,mas o público se comportava de forma ordeira.
Já do lado de dentro,por algum tempo houve o temor de que a primeira partida com arquibancadas vazias se desse logo na estreia dos anfitriões. Mas eles foram chegando aos poucos,e a capacidade de público de 70 mil acabou atingida.
Antes de a bola rolar,os torcedores testemunharam a terceira e mais robusta cerimônia de abertura deste Mundial,dividida em dois atos. No primeiro deles,o destaque para os brasileiros foi a participação de Anitta. A funkeira se apresentou com a música “Goals” para um público ainda tímido ao lado da tailandesa Lisa,integrante do grupo de k-pop Blackpink,e do rapper nigeriano Rema.
Na segunda parte do musical,os destaques foram a cantora pop Katy Perry e a dupla country Dan + Shay,responsável pelo hino americano.
Mais curioso foi acompanhar a reação dos torcedores ao desfile das bandeiras dos 48 países que participam deste Mundial. Houve uma mistura de aplausos e vaias quando o locutor do estádio anunciou os nomes do Irã,com quem os EUA vivem um conflito interminável no Oriente Médio,e da Inglaterra. Já os latinos,em especial Argentina e México,foram mais celebrados.
Os que ansiavam pela reação do público a Gianni Infantino e Donald Trump,porém,frustraram-se. O presidente da Fifa até esteve no estádio em Los Angeles,mas não participou da cerimônia e fugiu de aparições. Já o chefe de Estado americano sequer viajou para o jogo na Califórnia.
16h — Catar x Suíça19h — Brasil x Marrocos22h — Haiti x Escócia1h (de domingo) — Austrália x Turquia