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Olho nela: bola parada ganha protagonismo no mata-mata da Copa e é arma da Holanda contra Marrocos

Jun 29, 2026 IDOPRESS

Van Dijk comemora gol da Holanda na Copa do Mundo — Foto: Aric Becker / AFP

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GERADO EM: 28/06/2026 - 20:51

Bolas paradas brilham na Copa de 2026 com 42 gols marcados

Na Copa de 2026,a bola parada se destaca com 42 gols marcados até agora. A Holanda,que enfrenta Marrocos,tem explorado bem essa arma,com três gols de bola parada entre seus dez marcados. O técnico brasileiro Carlo Ancelotti valoriza essa estratégia,embora sua equipe ainda não tenha aproveitado essa tática. Portugal,com jogadas ensaiadas,também se destaca. Holanda e Marrocos disputam vaga nas oitavas,apostando em suas forças distintas.

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A Copa de 2026 já registra mais gols (216) e goleadas (13) do que qualquer outra edição da história. Diante de tamanha produção ofensiva,a bola parada também chama a atenção e já deu origem a 42 gols na competição até aqui. Uma das seleções que mais se destacam nesse fundamento é a Holanda,que enfrenta o Marrocos nesta segunda-feira,às 22h (de Brasília),em Monterrey,no México,pela segunda fase.

Dos dez gols marcados pelos holandeses nesta Copa,três saíram de bola parada: um deles,na vitória por 3 a 1 sobre a Tunísia,após escanteio cobrado para o cabeceio do zagueiro Jan Paul van Hecke (1,89 m). Outro gigante da defesa é Virgil van Dijk (1,95 m),que também já balançou as redes,mas com a bola rolando.

— Em jogos eliminatórios,dependendo do momento em que se sofre um gol de bola parada,o impacto pode ser grande. Se não estiver em vantagem,a equipe,muitas vezes,não tem tempo de reação. Mudanças na partida,pouco tempo restante,arbitragem e o aspecto mental podem fazer o jogo perder o controle e a fluidez após esse lance — destaca Rodrigo Coutinho,comentarista do Grupo Globo.

O Brasil,por exemplo,sabe bem o perigo da bola parada no mata-mata da Copa do Mundo. Antes de ser eliminada nos pênaltis pela Croácia,em 2022,a seleção foi vítima dessa arma diante de Alemanha,Holanda e França nas edições anteriores do Mundial. Mas isso está longe de ser um problema exclusivo da Amarelinha. Em confrontos eliminatórios,que costumam mexer ainda mais com o lado emocional dos jogadores,um escanteio (ou "latereio") bem cobrado e uma jogada ensaiada podem ser decisivos para destravar uma partida,definir uma classificação e até a conquista de um título.

Quem reconhece a importância da bola parada no mata-mata da Copa é o técnico do Brasil,Carlo Ancelotti,que valorizou justamente esse fator antes de comandar pela primeira vez uma seleção no Mundial.

— Há uma estatística de que 30% dos gols saem de bola parada. Este é um aspecto importante no futebol moderno. Temos bons cobradores de escanteios e bons cabeceadores. Podemos aproveitar (na Copa do Mundo) — disse o treinador italiano.

Mas a declaração de Ancelotti ainda não teve efeito na prática. Isso porque a seleção brasileira sequer marcou em bola parada na fase de grupos,apesar de contar com um elenco que oferece essa possibilidade e poderia torná-la uma de suas principais armas. A ver se essa semente finalmente floresce no primeiro jogo do mata-mata contra o Japão,nesta segunda-feira,às 14h,em Houston,nos Estados Unidos.

Ciente do diferencial da bola parada,Portugal,é uma seleção que tem mostrado um amplo repertório de jogadas ensaiadas nesta Copa,mas isso não é por acaso. A comissão técnica liderada pelo espanhol Roberto Martínez ganhou,no ano passado,o reforço do especialista escocês Austin MacPhee,que foi peça fundamental no Aston Villa de Unai Emery.

Na Inglaterra,ele contribuiu para a conquista da Europa League em 2025,incluindo um gol de bola parada na final contra o Freiburg. Antes disso,MacPhee já havia sido decisivo na histórica classificação da Irlanda do Norte para a Eurocopa de 2016.

Holanda e Marrocos disputam vaga

Com a forçada bola parada a seu favor,a Holanda terminou a fase de grupos como o melhor ataque da Copa do Mundo,ao lado de França e Alemanha,todas com dez gols. Além dos grandalhões na zaga,o elenco da seleção tem média de 1,85m de altura,e pode explorar as bolas pelo alto para levar a melhor sobre Marrocos. Por outro lado,os holandeses não têm o mesmo sucesso na defesa e já sofreu dois gols de bola parada nesta Copa.

Já Marrocos,com elenco com média de 1,83m,marcou somente um gol de bola parada,mas não foi vazado nesse tipo de jogada. A principal arma marroquina,na verdade,é a solidez defensiva e a escapada no contra-ataque. E a Holanda sabe bem disso.

— Precisamos tocar a bola mais rápido contra Marrocos,para criarmos mais chances e achar os jogadores entre as linhas de meio e defesa. E quando perdermos a posse,precisamos seguir compactos e voltar rápido. Temos que avançar e recuar juntos. Senão,caímos fora da Copa — disse Ronald Koeman,técnico da Holanda,em entrevista ao jornal De Telegraaf.

Com isso,o duelo desta segunda-feira não deve ser fácil para nenhum dos dois lados. Após se classificar na liderança do Grupo F,os holandeses chegam confiantes para o mata-mata,assim como Marrocos,que fez jogo duro e empatou com o Brasil na estreia,e depois avançou em segundo lugar na chave. As duas seleções estão invictas na Copa e chegam para o confronto sem desfalques.

Quem vencer,vai enfrentar o Canadá nas oitavas de final da Copa do Mundo.