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Novo Sol? Startup quer levar espelhos ao espaço para iluminar a Terra à noite; entenda

Jul 18, 2026 IDOPRESS

Arte conceitual do espelho espacial gigante — Foto: Reflect Orbital

RESUMO

Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você

GERADO EM: 16/07/2026 - 08:42

Reflect Orbital planeja lançar 50 mil satélites refletivos para iluminar áreas específicas à noite

A startup americana Reflect Orbital planeja lançar até 50 mil satélites com espelhos para refletir a luz solar em áreas específicas da Terra à noite. O projeto visa fornecer "luz solar sob demanda" para agricultura e outras aplicações. A FCC autorizou o lançamento do satélite experimental Eärendil-1,mas o projeto enfrenta críticas de astrônomos e ambientalistas devido à potencial poluição luminosa.

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Uma startup americana pretende colocar em órbita até 50 mil satélites equipados com espelhos para refletir a luz do Sol em áreas específicas da Terra,inclusive durante a noite. O projeto,desenvolvido pela Reflect Orbital,tem como objetivo oferecer "luz solar sob demanda" para aplicações como agricultura,geração de energia solar,obras e operações de emergência. O primeiro satélite de testes,batizado de Eärendil-1,deve ser lançado ainda este ano.

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A empresa recebeu autorização da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para realizar o primeiro lançamento,mas a licença vale apenas para o satélite experimental. A implantação da constelação completa dependerá de novas aprovações dos órgãos reguladores.

Segundo a Reflect Orbital,o satélite utilizará um espelho refletor de cerca de 18 metros para redirecionar a luz solar a uma área limitada da superfície terrestre. A tecnologia não cria uma fonte artificial de luz,mas funciona como um grande espelho em órbita,refletindo a iluminação natural do Sol.

Artemis II: veja registros feitos pela tripulação

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Jeremy Hansen aproveita para fazer a barba dentro da espaçonave Orion durante o quinto dia de voo. — Foto: NASA/Divulgação

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O comandante da Artemis II e astronauta da NASA,Reid Wiseman,observa a Lua através de uma das janelas da cabine principal da espaçonave Orion,antes da passagem da tripulação pela Lua em 6 de abril de 2026 — Foto: NASA/Divulgação

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A Orion tirou esta selfie de alta resolução no espaço com uma câmera montada em uma de suas asas do painel solar durante uma inspeção externa de rotina da espaçonave no segundo dia da missão Artemis II — Foto: NASA/Divulgação

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Christina Koch observa através de uma das janelas da cabine principal da espaçonave Orion — Foto: NASA/Divulgação

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Reid olha através de uma das janelas principais da cabine da espaçonave Orion — Foto: NASA/Divulgação

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A tripulação da Artemis II tirou esta foto no quarto dia de sua jornada. Nela,a Lua está orientada com o Polo Sul para cima — Foto: NASA/Divulgação

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A astronauta da NASA e especialista da missão Artemis II,Christina Koch,vista aqui no quarto dia da missão — Foto: NASA/Divulgação

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O astronauta da NASA e comandante da missão Artemis II,tirou esta foto da Terra da janela da espaçonave Orion em 2 de abril — Foto: NASA/Divulgação

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A agência transmite ao vivo a viagem de 10 dias — Foto: NASA/Divulgação

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Christina Koch,olha pela janela da espaçonave Orion em direção à Terra,antes da passagem da tripulação pela Lua,em 6 de abril — Foto: NASA/Divulgação

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Christina Koch,é iluminada por uma tela dentro da espaçonave Orion,que está escura,no terceiro dia da missão Artemis II da agência — Foto: NASA/Divulgação

O projeto,no entanto,tem gerado críticas entre astrônomos e ambientalistas. Especialistas afirmam que milhares de espelhos no espaço podem aumentar a poluição luminosa,prejudicar observatórios astronômicos e afetar espécies que dependem da escuridão para se orientar,como aves migratórias e insetos.

A American Astronomical Society (AAS) criticou a autorização concedida pela FCC e defendeu que iniciativas desse tipo sejam submetidas a avaliações ambientais mais rigorosas antes de avançarem para uma operação em larga escala.

Nas redes sociais,o plano passou a ser comparado à criação de um "segundo Sol". A descrição,porém,é considerada exagerada. Mesmo se a tecnologia for adiante,os satélites deverão iluminar apenas áreas restritas por períodos determinados,e não transformar a noite em dia em escala global.