
Virgínia Fonseca volta a falar sobre alopecia e inicia tratamento contra queda de cabelo — Foto: Reprodução Instagram
GERADO EM: 23/04/2026 - 15:37
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Virgínia Fonseca voltou a comentar com os seguidores,nas redes sociais,que foi novamente diagnosticada com alopecia areata. Nos stories,a influenciadora contou que já iniciou o tratamento e relembrou episódios anteriores da condição,associando o problema a períodos de maior estresse. "Apareceu uma alopécia em mim gente,de novo. Na época da base da WePink me surgiram três,tratei e ficou tudo certo! Agora com essa vou tratar e vai dar certo também,se Deus quiser",disse a empresária.
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A fala remete a uma situação vivida em 2023,quando o lançamento de uma base da marca de cosméticos de Virgínia,a WePink,gerou repercussão negativa nas redes sociais e acabou se tornando alvo de críticas e memes. À época,a influenciadora chegou a relacionar o período a um quadro de queda de cabelo.
Em outro relato feito no ano passado,Virgínia descreveu o impacto que enfrentou naquele momento. "Passei muito mal com essa base,me deu alopecia,buraco na cabeça,caiu o cabelo. E eu plena em Miami,fingindo que estava tudo bem,tudo maravilhoso,ninguém via por trás. Esse cabelinho mais curtinho aqui atrás é o cabelo da alopecia",contou ela na ocasião.

Virgínia Fonseca comenta novo quadro de alopecia e relembra episódios anteriores — Foto: Reprodução Instagram
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A alopecia areata é uma condição autoimune que provoca falhas no couro cabeludo e pode surgir de forma localizada ou mais extensa. Além das alterações físicas,especialistas apontam que o impacto emocional também faz parte do quadro e deve ser considerado no acompanhamento.
A médica especialista em estética Fernanda Nichelle explica que a doença vai além da questão capilar. "A alopecia areata é uma doença autoimune em que o próprio organismo passa a atacar os folículos capilares. Isso pode levar à queda em áreas específicas ou até de forma mais extensa,dependendo do caso. Não é apenas uma questão de cabelo,existe um impacto psicológico significativo que precisa ser acolhido",afirma.
Ela destaca ainda que existem diferentes tipos de alopecia feminina,com causas variadas. "A primeira é a alopecia androgenética,que é a forma mais comum de queda de cabelo e está associada a fatores genéticos e hormonais. Afeta homens e mulheres,mas nelas é conhecida como calvície feminina",diz.
Outra forma recorrente é a alopecia de tração,associada ao uso frequente de penteados muito apertados. "Ela geralmente está relacionada à tensão repetitiva causada por penteados muito apertados. Esse quadro pode levar ao aumento da testa e ao comprometimento da linha capilar",detalha.
Já a alopecia areata tem características próprias: "Ela é caracterizada por falhas circulares no couro cabeludo,resultado de uma resposta autoimune em que o sistema imunológico ataca os folículos capilares."
Também há o eflúvio telógeno,comum em fases de mudança no organismo. "Esse tipo ocorre quando há uma queda significativa dos fios após alterações hormonais,como no pós-parto,durante a amamentação,em dietas muito restritivas ou em períodos de estresse. Existe também a forma crônica,em que o organismo mantém esse padrão de queda contínua",esclarece.
Apesar das diferenças entre os quadros,há tratamentos que ajudam no controle da condição. "Hoje contamos com terapias que ajudam a estimular o crescimento dos fios e estabilizar o quadro. O mais importante é buscar avaliação precoce e seguir um plano individualizado",orienta Fernanda.

Caso Virgínia Fonseca: influenciadora relata retorno de alopecia e cuidados médicos — Foto: Reprodução Instagram
O acompanhamento da alopecia exige atenção constante,como reforça o médico cirurgião e especialista em transplante capilar Thiago Bianco Leal.
"A alopecia areata é uma condição que pode apresentar ciclos de melhora e recidiva. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar a progressão e aumentar as chances de recuperação dos fios",pontua.
O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode envolver diferentes abordagens médicas. "O mais importante é que o paciente não negligencie os primeiros sinais. Ao perceber falhas ou queda incomum,deve procurar um tricologista ou dermatologista. Quanto antes iniciarmos o tratamento,maiores são as chances de controle da condição",completa o tricologista Hudson Dutra Rezende.