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Alto escalão da espionagem britânica alerta para crescente ameaça da Rússia à Europa

May 28, 2026 IDOPRESS

Presidente da Rússia,Vladimir Putin,discursa durante a parada militar do Dia da Vitória,em Moscou — Foto: Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP

RESUMO

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GERADO EM: 27/05/2026 - 20:01

Reino Unido e Polônia selam pacto de Defesa frente a ameaças russas

A diretora do GCHQ,agência de inteligência britânica,alerta para a crescente ameaça da Rússia à Europa,destacando as agressões híbridas de Moscou,como ciberataques e sabotagens,em meio à guerra na Ucrânia. A Rússia,sob Putin,intensifica ações que visam dividir a OTAN. O Reino Unido firmou um novo tratado de Defesa com a Polônia,visando fortalecer a segurança europeia diante dessas ameaças.

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Enquanto a Rússia não consegue avançar na guerra na Ucrânia,o presidente Vladimir Putin parece estar buscando um conflito mais amplo na Europa,visando cada vez mais infraestruturas críticas e cadeias de suprimentos,afirmou uma das mais altas autoridades de inteligência britânicas em um discurso preparado.

— A Rússia está intensificando suas atividades híbridas diárias contra o Reino Unido e a Europa — disse Anne Keast-Butler,diretora do GCHQ,a agência britânica de vigilância eletrônica,que tem combatido o que ela chamou de “sabotagem imprudente e tentativas de assassinato” do Kremlin.

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As declarações de Keast-Butler fazem parte de um discurso anual que ela proferiu na tarde de quarta-feira em Bletchley Park,onde os criptoanalistas britânicos decifravam sinais inimigos durante a Segunda Guerra Mundial. Agora,agentes de inteligência trabalham em centros por todo o Reino Unido,coletando interceptações eletrônicas e tentando se manter um passo à frente de adversários que demonstram “comportamento cada vez mais descarado”,disse ela.

Seus comentários surgem em um momento instável no mundo,com a guerra na Ucrânia em seu quinto ano,o conflito no Oriente Médio desestabilizando a economia global e o presidente Donald Trump abalando continuamente a aliança militar da Otan — um importante mecanismo de controle da agressão de Putin.

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Ela afirmou que sua agência está focada em frustrar a ameaça russa e,em particular,as ameaças híbridas que Putin tem utilizado para aterrorizar a Europa com o objetivo de dividir a OTAN e semear a discórdia no Ocidente. As táticas híbridas incluem ciberataques,sabotagem,assassinatos e campanhas de desinformação destinadas a desestabilizar as economias e instituições dos países.

Entre as agressões que autoridades europeias atribuíram à Rússia estão um enxame de drones e explosivos colocados em uma linha férrea na Polônia,interferência em sistemas de navegação aérea sobre a Suécia,ataque cibernético a uma barragem na Noruega e planos para colocar dispositivos incendiários em aviões de carga. Autoridades lituanas anunciaram recentemente a prisão de nove pessoas acusadas de planejar assassinatos e sabotagens em toda a Europa a mando do serviço de inteligência militar russo,o GRU.

Até o momento,os esforços de Putin para fragmentar o Ocidente não surtiram efeito,com os países europeus investindo mais em Defesa e fortalecendo a cooperação entre si.

— Enquanto permanecemos firmes em nosso apoio à Ucrânia,Putin está retrocedendo no campo de batalha — afirmou Keast-Butler em seu discurso.

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Na quarta-feira,o Reino Unido anunciou um novo tratado de Defesa e segurança com a Polônia,em resposta às crescentes ameaças hostis em toda a Europa. O primeiro-ministro polonês,Donald Tusk,planejava viajar a Londres para a assinatura.

"Este tratado representa o maior avanço em nossa relação de Defesa e segurança com a Polônia em uma geração,permitindo-nos enfrentar ameaças modernas à segurança que podem ser menos visíveis,mas não menos perigosas,e nosso trabalho conjunto manterá nossos países seguros nos próximos anos",afirmou o primeiro-ministro britânico,Keir Starmer,em um comunicado.

Autoridades de inteligência em toda a Europa estão profundamente preocupadas com a agressão de Putin e sua recusa em encerrar a guerra na Ucrânia,apesar das enormes baixas sofridas por seu Exército. Muitas dessas autoridades acreditam que a guerra na Ucrânia não representa o fim das ambições de Putin e que ele um dia ameaçará a Europa continental. O líder russo se comparou a Pedro,o Grande,o czar russo que expandiu enormemente o império.

Em dezembro,Blaise Metreweli,chefe do MI-6,o serviço de espionagem externa britânico,fez alertas semelhantes sobre a Rússia. A organização de Metreweli é especializada no recrutamento de agentes,enquanto o GCHQ lida com inteligência de sinais.

— Continuamos todos enfrentando a ameaça de uma Rússia agressiva,expansionista e revisionista,que procura subjugar a Ucrânia e hostilizar a Otan — declarou Metreweli,acrescentando que a Rússia está “nos testando na zona cinzenta com táticas que estão mesmo abaixo do limiar da guerra”.

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Keast-Butler também destacou a China em seu discurso,salientando que o país é agora uma superpotência científica e tecnológica com sofisticadas agências de inteligência,cibernéticas e militares. De fato,a China tem lançado ciberataques de grande escala,incluindo um conhecido como Tufão de Sal,que teve como alvo mais de 80 países.

As relações entre Pequim e Moscou também se estreitaram desde o início da guerra na Ucrânia,à medida que procuram alinhar-se contra o Ocidente — outra tendência preocupante para o Reino Unido e seus aliados. Com os avanços tecnológicos ocorrendo em ritmo acelerado,Keast-Butler afirmou que Londres se encontra em um ponto de inflexão devido a esta “nova era de incerteza radical,geopolítica disputada e tecnologia em rápida transformação”. Ela acrescentou que o país e seus aliados devem preservar o que resta de sua vantagem tecnológica.