
Buraco negro — Foto: Divulgação: Nasa
GERADO EM: 19/04/2026 - 13:52
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Pesquisadores deram um passo importante para entender como os buracos negros influenciam o universo ao medir diretamente,pela primeira vez,a potência de seus jatos. Utilizando uma rede global de radiotelescópios,a equipe liderada pela Universidade de Curtin obteve imagens detalhadas que mostram o quão energéticas essas estruturas podem ser — resultados que reforçam teorias antigas sobre o papel dos buracos negros na formação das galáxias.
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O estudo,publicado na revista Nature Astronomy,concentrou-se em Cygnus X-1,um sistema conhecido por abrigar o primeiro buraco negro confirmado,além de uma estrela supergigante. Os cientistas determinaram que os jatos emitidos por esse buraco negro carregam uma energia equivalente à de cerca de 10 mil sóis.
Para realizar a medição,os pesquisadores utilizaram um conjunto de telescópios distribuídos pelo planeta que operam de forma integrada. Isso permitiu observar como os jatos eram empurrados e deformados pelos ventos intensos da estrela próxima enquanto o buraco negro se deslocava em sua órbita — um efeito comparável ao desvio de um jato de água por rajadas de vento.
Ao calcular a intensidade dos ventos da estrela e acompanhar o grau de desvio dos jatos,a equipe conseguiu determinar sua potência em um momento específico. É a primeira vez que cientistas medem diretamente a energia instantânea desses jatos,em vez de depender de médias ao longo de longos períodos.
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Os pesquisadores também conseguiram medir a velocidade dessas estruturas,estimada em cerca de metade da velocidade da luz — aproximadamente 150 mil quilômetros por segundo,um desafio que vinha intrigando a ciência há anos.


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Imagens inéditas da face oculta da lua são registradas — Foto: NASA / AFP


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Terra se pôs atrás da Lua — Foto: Divulgação / Nasa
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Artemis II: astronautas registram 'pôr da Terra' em imagem inédita ao redor da Lua — Foto: Nasa

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Astronautas observaram um eclipse solar ao emergirem do outro lado da Lua. — Foto: Divulgação / Nasa
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Imagem do solo lunar divulgada pela Nasa dia 6 de abril de 2026 — Foto: NASA / AFP

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Cratera Vavilov vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP
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Terra se pondo sobre a borda da Lua,vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP

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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP
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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP

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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP
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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA/AFP
Nasa divulga imagens inéditas da face oculta da Lua
O projeto foi liderado pelo Curtin Institute of Radio Astronomy (CIRA) e pelo braço da Curtin no International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR),com participação da University of Oxford.
Autor principal do estudo,o Dr. Steve Prabu,que trabalhou no CIRA durante a pesquisa e hoje está na Universidade de Oxford,explicou que a equipe utilizou uma sequência de imagens para acompanhar o que chamou de “jatos dançantes”.
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Segundo ele,o termo descreve o movimento constante dessas estruturas,que mudam de direção repetidamente sob a influência dos ventos da estrela supergigante enquanto ambos os corpos orbitam entre si.
Dr. Prabu destacou que as observações ajudam a entender quanto da energia gerada nas proximidades do buraco negro é transferida para o ambiente ao redor:
“Uma descoberta-chave desta pesquisa é que cerca de 10% da energia liberada à medida que a matéria cai em direção ao buraco negro é transportada pelos jatos”,afirmou.
“Isso é o que os cientistas geralmente assumem em modelos simulados do Universo em grande escala,mas tem sido difícil confirmar por observação até agora.”
Coautor do estudo,o professor James Miller-Jones,do CIRA e do ICRAR,ressaltou que técnicas anteriores só permitiam estimar a potência dos jatos ao longo de períodos extremamente longos,às vezes de milhares ou milhões de anos.
Isso dificultava a comparação direta entre a energia dos jatos e as emissões de raios X produzidas quando a matéria é absorvida por um buraco negro.
“E como nossas teorias sugerem que a física ao redor dos buracos negros é muito semelhante,agora podemos usar essa medição para fundamentar nosso entendimento dos jatos,sejam eles provenientes de buracos negros com 10 ou 10 milhões de vezes a massa do Sol”,disse o professor.
Ele acrescentou que projetos como o Square Kilometre Array Observatory,em construção na Austrália Ocidental e na África do Sul,devem permitir a detecção de jatos de buracos negros em milhões de galáxias distantes.
“Os jatos de buracos negros fornecem uma importante forma de retroalimentação para o ambiente ao redor e são fundamentais para entender a evolução das galáxias”,concluiu.
Além das instituições citadas,o estudo contou com a colaboração da Universidade de Barcelona,da Universidade de Wisconsin-Madison,da Universidade de Lethbridge e do Institute of Space Science.