
Carlos Alberto Torres prepara o chute que encerraria uma das jogadas coletivas mais famosas da história do futebol. O lance,na vitória do Brasil sobre a Itália na final da Copa de 1970,terminou com o quarto gol da seleção e se tornou um símbolo do tricampeonato mundial conquistado no México — Foto: Reprodução
GERADO EM: 10/06/2026 - 11:39
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O gol de Carlos Alberto Torres na final da Copa do Mundo de 1970 voltou a ganhar destaque nas redes sociais nesta semana. Um vídeo da jogada,compartilhado por perfis dedicados ao futebol histórico,acumulou milhares de visualizações e comentários ao ser apontado como o gol mais bonito da história dos Mundiais. O lance,marcado na vitória por 4 a 1 sobre a Itália,no Estádio Azteca,no México,é frequentemente lembrado como uma das maiores expressões do futebol coletivo já vistas em uma Copa.
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Mais de cinco décadas depois,a jogada segue impressionando pela construção. A bola passou por diversos jogadores brasileiros antes de chegar a Carlos Alberto,que apareceu livre pela direita para finalizar de primeira. O gol encerrou uma atuação histórica da seleção comandada por Mário Zagallo e ajudou a consolidar a equipe de 1970 como uma das mais admiradas de todos os tempos.
O quarto gol brasileiro na final de 1970 não nasceu de uma arrancada individual ou de um chute improvável. Sua força está justamente no conjunto da obra. A jogada começou ainda no campo de defesa,ganhou ritmo com a habilidade de Clodoaldo para escapar da marcação italiana e seguiu por uma sequência de passes que envolveu Rivellino,Jairzinho,Pelé e Gérson.
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Quando Pelé recebeu a bola na entrada da área,optou por não finalizar. Em vez disso,rolou para Carlos Alberto chegar de frente para o gol e bater forte,sem chances para o goleiro Enrico Albertosi. A imagem do capitão brasileiro correndo para comemorar se tornou uma das mais emblemáticas da história da competição.
Doze anos antes do tricampeonato no México,outro gol brasileiro já havia conquistado um lugar permanente nos livros da Copa. Na final de 1958,disputada em Estocolmo,Pelé protagonizou um lance que ajudou a apresentar o jovem craque ao planeta.
Ao receber a bola dentro da área sueca,o atacante de apenas 17 anos levantou-a por cima do marcador com um toque sutil. Antes que ela caísse,completou para as redes. O gesto técnico transformou um momento decisivo da partida em uma das imagens mais famosas da história do futebol.
Se Carlos Alberto simboliza o jogo coletivo e Pelé a genialidade técnica,Diego Maradona representa o talento individual levado ao extremo. Nas quartas de final da Copa de 1986,contra a Inglaterra,o argentino marcou um dos gols mais celebrados de todos os tempos.
Maradona recebeu a bola ainda em seu campo,acelerou em direção ao ataque e deixou uma sequência de adversários para trás. Em poucos segundos,driblou defensores,passou pelo goleiro Peter Shilton e empurrou para o gol.
O lance ficou conhecido mundialmente como "Gol do Século" e se tornou um dos momentos mais lembrados da história das Copas,ajudando a eternizar a campanha que terminou com o título argentino no México.
A Copa de 1998 produziu outro gol frequentemente citado entre os mais bonitos já vistos em Mundiais. Nas quartas de final entre Holanda e Argentina,Dennis Bergkamp decidiu a classificação holandesa com uma jogada de rara precisão.
Aos 44 minutos do segundo tempo,recebeu um lançamento de longa distância vindo do campo de defesa. Com o primeiro toque,dominou a bola. Com o segundo,tirou o zagueiro Roberto Ayala da jogada. Com o terceiro,finalizou cruzado para vencer o goleiro Carlos Roa.
A simplicidade da sequência contrasta com o grau de dificuldade da execução. Em poucos segundos,Bergkamp transformou um passe de quase 60 metros em um dos gols mais elegantes da história da Copa do Mundo.
A Copa do Mundo de 1994 também produziu um dos gols mais improváveis e elegantes da história do torneio. Aos 34 minutos do primeiro tempo,Gheorghe Hagi recebeu a bola pela esquerda e avançou observando o posicionamento do goleiro Óscar Córdoba. Conhecido por atuar adiantado,o colombiano deixou um espaço que o camisa 10 romeno não hesitou em explorar.
De longe,Hagi arriscou um chute de canhota que parecia um cruzamento,mas ganhou trajetória perfeita. A bola viajou em curva,encobriu Córdoba e bateu no ângulo antes de entrar. O lance surpreendeu não apenas o goleiro,mas também os torcedores presentes no Rose Bowl,em Pasadena.
Nem todos os gols históricos de Copa nascem dentro da área. Alguns começam muito antes. Foi o caso do gol marcado por Lothar Matthäus na vitória da Alemanha Ocidental por 4 a 1 sobre a Iugoslávia,na fase de grupos da Copa de 1990,na Itália
Com os alemães já em vantagem,Matthäus recebeu a bola ainda em seu próprio campo e arrancou em velocidade pelo corredor central. Ao longo da jogada,deixou marcadores para trás sem perder o controle da bola,avançando dezenas de metros até se aproximar da entrada da área adversária.
Sem encontrar espaço para um passe,o capitão alemão optou pela finalização. De pé direito,acertou um chute potente de longa distância que passou sem chances de defesa para o goleiro Tomislav Ivkovic. A combinação de força,condução e precisão transformou o lance em um dos gols mais lembrados daquela Copa.