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Que Jogo É Esse: Secamos a Argentina, mas Messi não deixou que o perdêssemos para sempre

Jul 9, 2026 IDOPRESS

Jogadores da Argentina jogam Messi para o alto em comemorção à classificação para as quartas de final da Copa — Foto: Odd ANDERSEN / AFP

RESUMO

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GERADO EM: 07/07/2026 - 18:36

Vitória do Egito sobre Argentina causa sentimentos mistos no Brasil

A vitória do Egito sobre a Argentina por 2 a 0 gerou sentimentos mistos entre os brasileiros,que,apesar de rivalizarem com os argentinos,sentiram o peso da possível despedida de Lionel Messi das Copas. A emoção do jogo transcendeu o campo,com Messi evitando a eliminação iminente,demonstrando que o futebol ainda não está pronto para deixá-lo partir. A rivalidade se misturou com a admiração por um talento que desafia o tempo.

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O choro de Messi no campo,a entrevista de Scaloni em prantos,os egípcios caídos no gramado,raivosos no microfone: nem era preciso sofrer por 90 minutos. Bastava ligar a TV depois do apito final para entender que Egito x Argentina tinha atravessado alguma fronteira emocional e misturado tudo. Há jogos que terminam no placar. Outros ficam ali,pingando da camisa,presos no rosto,demorando a sair.

Que Jogo É Esse: assine e receba a newsletter de futebol do GLOBO,escrita por Thales Machado,editor de EsportesPesquisa: Confiança do brasileiro no hexa cresce e atinge maior patamar em 3 anos

Para nós,brasileiros recém-eliminados,havia uma alegria torta e um pouco envergonhada no 2 a 0 do Egito. Já não era só rivalidade. E soava diferente do afã por Davi contra Golias da secada anterior,contra Cabo Verde. Era a pequena vingança dos feridos: ver outro gigante sangrar por perto,descobrir que a queda também pode fazer barulho na casa do vizinho.

O brasileiro secava a Argentina,mas não percebia direito o que estava secando junto.

Porque eliminar a Argentina era também empurrar Messi para fora da Copa. Para sempre. Era torcer contra a camisa que aprendemos a detestar e,sem notar,contra a última cena de um jogador que o próprio futebol parece relutar em perder. Por alguns minutos,a raiva antiga foi mais rápida que a saudade futura. A gente queria o fim,mas não tinha pensado no vazio depois dele.

Messi comemora 21º gol em Copas,que garantiu o empate para Argentina diante do Egito — Foto: Elsa/Getty Images via AFP

Messi pensou. Ou,pelo menos,jogou como quem pensa com os pés. Não foi por nós,claro. Mas nossa energia negativa foi incapaz de confundi-lo. Pegou a bola debaixo do braço e arrancou a partida da beira do abismo. Não deixou que o fim chegasse quando os outros,eu inclusive,já tinham começado a celebrá-lo.

E então ficou essa sensação estranha,quase constrangedora,impossível de organizar: era um sorriso se abrindo ou uma frustração chegando atrasada? Quem secou,secou errado. Quem começou a sentir saudade cedo demais ganhou mais um jogo. E quem achou que estava torcendo por um fim descobriu,no susto,que talvez também torcesse para ele não vir.

Coisas que Messi faz. Por nós ou contra a gente. Sábado tem mais.