Selvagens

Caso Brad Pitt: muito tempo em abstinência de álcool pode aumentar compulsão? Pesquisa analisa

Aug 22, 2026 IDOPRESS

Brad Pitt em partida dos Estados Unidos,na Copa do Mundo 2026 — Foto: Katelyn Mulcahy - FIFA / FIFA via Getty Images

Para algumas pessoas,a abstinência de álcool pode,posteriormente,aumentar o consumo compulsivo da substância. Nossa equipe de pesquisa descobriu que,em camundongos abstêmios,esse desejo de beber é precedido por alterações na atividade de uma determinada região do cérebro,apontando para possíveis novas oportunidades para identificar e ajudar as pessoas mais vulneráveis à recaída.

'Fiquei confiante demais': Brad Pitt revela que voltou a beber após sete anos de sobriedadeNão é preciso pânico:apesar do movimento 'álcool zero',simples moderação no consumo já tem efeito positivo de longo prazo

Embora a abstinência alcoólica esteja associada a melhores resultados de saúde,pesquisadores especializados em dependência teorizaram que as alterações cerebrais que ocorrem durante a abstinência podem aumentar o risco de recaída de uma pessoa.

Para explorar essa hipótese,estudamos como camundongos se comportavam após lhes termos dado acesso voluntário ao álcool por um longo período,seguido por um período de abstinência forçada. Descobrimos que um subgrupo dos camundongos desenvolveu ingestão de álcool resistente à aversão – ou seja,eles passaram a beber álcool mesmo com a quinina que adicionamos para torná-lo cada vez mais amargo. Além disso,em comparação com aqueles que não passaram pela abstinência forçada,esses camundongos consumiram quantidades ainda maiores do álcool extremamente amargo. Esses resultados sugerem que há possíveis desafios físicos associados à abstinência que contribuem para recaídas no transtorno por uso de álcool.

Em seguida,monitoramos a atividade de um conjunto específico de células em uma região do cérebro conhecida como núcleo do leito da estria terminal,ou BNST,na sigla em inglês. Pesquisadores já haviam constatado anteriormente que essa pequena estrutura está fortemente implicada nos sintomas do transtorno por uso de álcool,como ansiedade e depressão.

Continuar Lendo

Mocktails: drinques sem álcool para beber sem moderação

1 de 10


Jurema — Foto: Divulgação/Nelson Saldanha

2 de 10


Liz Cocktail & Wine — Foto: Divulgação/Nubra Fasari

Pular

X de 10


Publicidade

10 fotos

3 de 10


Brejo Bar — Foto: Divulgação/Lipe Borges

4 de 10


Rocco — Foto: Divulgação/Rodrigo Galvão

Pular

X de 10


Publicidade

5 de 10


Jurubeba — Foto: Divulgação/Rodrigo Azevedo

6 de 10


Broto — Foto: Divulgação/Vantuil Costa

Pular

X de 10


Publicidade

7 de 10


Kitchin — Foto: Divulgação

8 de 10


Càm O'n Thai Food — Foto: Divulgação/Eduardo Guedes

Pular

X de 10


Publicidade

9 de 10


Gero — Foto: Divulgação/Tomas Rangel

10 de 10


Peixoto Sushi — Foto: Divulgação/Genaro Braga

Pular

X de 10


Publicidade

Descobrimos que permitir que camundongos abstinentes voltassem ao ambiente onde o álcool estava anteriormente disponível os levaria a tentar beber,mesmo que o bico contivesse apenas água. Essas tentativas estavam associadas à atividade no BNST. Camundongos abstinentes que haviam desenvolvido o gosto por álcool muito amargo apresentavam mais do que o dobro da atividade nessa área do cérebro em comparação com camundongos que não passaram por abstinência forçada.

É importante ressaltar que observamos atividade no BNST mesmo antes de darmos aos camundongos em abstinência acesso ao álcool amargo. Essa descoberta sugere que talvez seja possível identificar pessoas em risco de recaída por meio da análise da atividade do BNST quando alguém tem acesso ao álcool.

Por que isso é importante

O uso indevido de álcool é um dos principais desafios de saúde pública nos Estados Unidos e em grande parte do mundo. Embora essa condição esteja associada a uma ampla variedade de efeitos negativos para a saúde,o público subestima cronicamente sua gravidade.

As mortes associadas ao consumo de álcool em 2024 nos EUA foram 4,5 vezes maiores do que as mortes atribuídas aos opioides. Embora a redução de danos — um componente importante do tratamento do transtorno por uso de opioides — esteja sendo explorada no transtorno por uso de álcool,a abstinência continua sendo o pilar da maioria das abordagens para esse tipo de dependência.

Brad Pitt completa 60 anos

1 de 10


Brad Pitt durante gravações em julho passado; ator fará 60 anos em dezembro — Foto: Agência O Globo

2 de 10


Brad Pitt como "Tristan Ludlow" — Foto: Reprodução

Pular

X de 10


Publicidade

10 fotos

3 de 10


Brad Pitt também tem um tornado tatuado na costela. — Foto: Reprodução

4 de 10


Brad Pitt decidiu quebrar o próprio dente para dar maior veracidade à história de Tyler Durden,em Clube da Luta — Foto: Reprodução

Pular

X de 10


Publicidade

5 de 10


Vinícola Château Miraval,na França,está no centro de disputa judicial entre Angelina Jolie e Brad Pitt — Foto: AFP via Getty Images

6 de 10


Castiçais feitos por Brad Pitt durante o período de isolamento — Foto: Reprodução Instagram

Pular

X de 10


Publicidade

7 de 10


Brad Pitt — Foto: Michael Tran / AFP

8 de 10


Brad Pitt tem um rinoceronte e uma caveira tatuados na perna — Foto: Reprodução

Pular

X de 10


Publicidade

9 de 10


Brad Pitt tem as inicias da família tatuadas no braço — Foto: Reprodução

10 de 10


Brad Pitt interpreta piloto de Fórmula 1 em novo filme — Foto: ANDREJ ISAKOVIC / AFP

Pular

X de 10


Publicidade

Cinema drive-in,dente quebrado e cremes à base de uva; veja 10 curiosidades sobre o ator

Mais de 80% dos americanos com 12 anos ou mais consomem álcool em algum momento de suas vidas,e cerca de 10% acabam desenvolvendo transtorno por uso de álcool. Esses 10% representam quase 30 milhões de americanos que precisam de tratamento.

Infelizmente,os profissionais de saúde não estão bem preparados para prever quem precisará de ajuda. Embora existam tratamentos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA,a agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA) para o transtorno por uso de álcool,o número de pessoas diagnosticadas com essa condição continua muito alto. Na verdade,esses números praticamente dobraram nos EUA desde 1999.

Desenvolver estratégias melhores para identificar quem corre risco de desenvolver transtorno por uso de álcool e ajudá-las a se orientar melhor na busca por tratamento.

O que ainda não se sabe

Não está claro o papel exato que a região do BNST do cérebro desempenha no comportamento relacionado ao transtorno por uso de álcool. Também não está claro o que impulsiona o aumento da atividade,nem quais populações específicas de células cerebrais dentro do BNST codificam essa atividade. Obter essas respostas poderia levar a novos alvos terapêuticos.

Veja opções de drinques sem álcool

1 de 7


Mocktail restaurante Bottega — Foto: Tomas

2 de 7


Mocktail Chicletinho do Bhar — Foto: divulgação

Pular

X de 7


Publicidade

7 fotos

3 de 7


Mocktail da Casa Camolese: Celacanto provoca maremoto,Queen Bee e Jardim Suspenso. Feitos pelo Bartender Thiago Politi — Foto: Ana Branco

4 de 7


Mocktail do Dias Mar e Bar,no Leblon,preparados pelo bartender Rod Werner — Foto: Ana Branco

Pular

X de 7


Publicidade

5 de 7


Mocktail do restaurante De Lamare — Foto: Rodrigo Azevedo

6 de 7


Mocktail Coffe Night,do Bar Vian — Foto: Divulgação

Pular

X de 7


Publicidade

7 de 7


Mocktail do Nosso — Foto: divulgação

Próximos passos

Novas ferramentas da neurociência têm permitido que pesquisadores manipulem a atividade de neurônios específicos no cérebro de camundongos. Usando essas estratégias,nossa equipe está trabalhando para compreender o papel que o BNST desempenha no consumo de álcool,apesar das consequências prejudiciais.

Nossa colega Jennifer Blackford também está investigando a atividade do BNST nos cérebros de pessoas com transtorno por uso de álcool que estão no início da abstinência. Se sua equipe observar resultados semelhantes em pessoas,o próximo passo seria testar mais a fundo o uso do BNST como método de triagem em ensaios clínicos.

*Danny G. Winder Worcester é professor e chefe de Neurobiologia em UMass Chan Medical School. Marie Doyle é instrutora de Neurobiologia em UMass Chan Medical School.


*Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.